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Olhe-se para o gráfico…

Artigo de João Ramos de Almeida.


Fonte: dados do IEFP sobre o mercado de trabalho

Fonte: dados do IEFP sobre o mercado de trabalho

Mais do que o desemprego registado pelo IEFP, os pedidos de emprego (na escala da esquerda) podem dar uma ideia da dimensão do desemprego. O desemprego registado pelos centros de emprego é um valor administrativo, expurgado de todos os actos administrativos decorrentes da gestão do IEFP. Os pedidos de emprego representam aqueles que, mesmo não estando desempregados, desejam ter um emprego ou um emprego melhor do que aquele que têm.

Desde o início de 2016 que estão em queda os novos desempregados (escala da direita) – aqueles que se apresentam aos centros de emprego após uma situação de desemprego. Uma evolução que se compagina com a descida dos pedidos de emprego. Aliás, é possível verificar que a evolução dos novos desempregados antecipa, de certa forma, a evolução dos pedidos de emprego. Assim, é possível antecipar – talvez – que, por ora, se verifique uma continuação da descida dos pedidos de emprego. Mas até quando?

Memorize-se este gráfico. E veremos o que acontece depois, caso as instâncias comunitárias comecem a fazer perigar esta tendência, ao criar obstáculos, inventando sanções pelo facto de uns países do Sul não cumprirem umas décimas de um Tratado Orçamental. Um Tratado sem qualquer lógica económica que não a de fixar um quadro de poder, no quadro de uma moeda única desequilibrada que tende a dar vantagem “cambial” aos países do centro e uma desvantagem “cambial aos países do Sul.

Entre a lógica do poder e a eficácia económica (com um objectivo de criar mais emprego), a opção das instâncias comunitárias vai ser clara.

Artigo publicado em Ladrões de Bicicletas.